Interprofissionalismo: 5 momentos em que a Medicina e a Psicologia se completam

Separamos para você quatro momentos em que a Psicologia e a Medicina se encontram ou se encontraram

Interprofissionalismo: 5 momentos em que a Medicina e a Psicologia se completam

Psicólogo não é médico, isso todo mundo sabe. Mas, quem disse que a atuação desses profissionais não ajuda em diversas questões de saúde? A Psicologia entra como suporte para a Medicina a partir do momento em que a análise psicológica e comportamental do indivíduo pode influenciar de alguma forma em um quadro clínico de doença.

Por isso, separamos quatro momentos em que a Psicologia e a Medicina se encontram ou se encontraram:

1 – A atuação da Psicologia Clínica

A Psicologia Clínica foi quem deu início à análise psicológica individual. Nascida no século XIX com o norte-americano Lightner Witmer,  aluno do conceituado psicólogo, médico e filósofo alemão Wilhelm Wundt, que fundou a primeira clínica psicológica na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

O trabalho feito por Wundt era focado em casos individuais, tratando desde crianças com problemas escolares até pessoas que, como se descobriu depois, tinham problemas psicoterapêuticos ou psicopatológicos.

Assim, com métodos científicos experimentais aplicados no estudo, a Psicologia Clínica acabou se desenvolvendo como uma disciplina própria na Medicina para analisar as suas particularidades.

Por isso, a Psicologia Clínica se tornou essencial para o tratamento relacionado à saúde mental, considerando os transtornos mentais e psicodiagnósticos simples, além da psicoterapia, da psicologia de reabilitação etc.

Na Medicina, esse campo da Psicologia atua com a análise de etiologia, classificação, diagnóstico, epidemiologia, prevenção, reabilitação e avaliação mental, que promovem o acesso à saúde mental, além de tratamento para diversos transtornos mentais que não recebiam qualquer atenção ou cuidado adequado antes da psicologia clínica.

 

2 – Psicologia x Psiquiatria: encontros e diferenças

Mas, para questões de transtornos mentais, a Medicina já não conta com a Psiquiatria? Sim. Só que existem grandes diferenças entre psicólogos e psiquiatras.

A Psicologia busca ajudar no desenvolvimento crítico e habilidades dos indivíduos. Com o suporte de psicólogas e psicólogos, é possível lidar com os comportamentos e processos mentais, individuais ou dentro de contextos. O objetivo é alcançar o autoconhecimento e a prevenção de distúrbios que possam afetar a saúde mental.

Por sua vez, o psiquiatra atua dentro dos processos fisiológicos, psicológicos e químicos da mente. É esse especialista que pode atuar tanto na prevenção de distúrbios causados por estes processos, quanto no tratamento medicamentoso – o que não pode ser feita por um psicólogo, por exemplo.

Além disso, o Psicólogo faz o curso de psicologia estudando teorias filosóficas, sociais, comportamentais e neurológicas. Já o psiquiatra precisa cursar Medicina e fazer uma residência em psiquiatria. Isso é meio óbvio, né? Mas não custava repetir rs

Mas, apesar das diferentes atuações, os dois profissionais visam o mesmo objetivo: o bem estar social e a saúde mental dos indivíduos. E este é o segundo ponto em que a Psicologia se encontra com a Medicina, através da atuação conjunta com a psiquiatria.

3 – Psicólogos no ambiente hospitalar 

Outro ponto em que a Psicologia e a Medicina se encontram é na atuação nos espaços hospitalares. Na verdade, a atuação de psicólogos em ambulatórios, pronto-socorros, unidades de internação e unidades de terapia intensiva é importantíssima para o suporte integral ao paciente.

O acolhimento e a atenção ao paciente, respeitando a sua história e as suas particularidades são essenciais para um tratamento humanizado. Por isso, as elaborações subjetivas analisadas pelos psicólogos no ambiente hospitalar podem melhorar o processo de hospitalização para a reintegração à vida.

É muito comum a atuação de psicólogos junto às equipes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), já que o estado de saúde delicado pode interferir na saúde psíquica do paciente.

4 – Em equipes de trabalho multidisciplinar

Na Saúde, é comum – e super desejável! – que profissionais de diferentes áreas trabalhem juntos pelo reestabelecimento de um paciente ou pela promoção do bem-estar. É o que chamamos de equipe multidisciplinar.

E esse time é formado só por profissionais da Medicina e da Psicologia? Oxe, não mesmo! Nessa equipe, entram ainda nutricionistas, a galera da enfermagem, fisioterapeutas e outros profissionais que possam somar.

Então, para que tudo corra bem, é preciso saber trabalhar com integração e parceria. Assim, a Medicina UniFTC tem como missão ensinar aos estudantes desde os primeiros semestres sobre interprofissionalismo!. Quer saber mais sobre o tema? Assista ao vídeo Interprofisisonalismo na Saúde, com o professor Rodrigo de Jesus, gestor dos cursos de Saúde da Rede UniFTC.

Um exemplo bacana do interprofissionalismo acontecendo pra valer é o Ambulatório de Saúde Mental que a Rede UniFTC mantém em Salvador.

De acordo com o psicólogo, professor da UniFTC e responsável pelo Ambulatório de Saúde Mental, Marcus Vinicius, a ideia do projeto é conseguir abraçar a população e oferecer serviços que geralmente não possuem um custo acessível por meio de atendimentos particulares. “É de extremo valor que a gente consiga trabalhar com isso e fazer que este serviço chegue a população de forma gratuita e relacionada a Instituição de Ensino Superior”, pontua.

Quer saber mais? Leia sobre: Ambulatório de Saúde Mental – UniFTC.

 

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