7 Dicas de Finanças para Médicos e Futuros Médicos

Não dar atenção especial à Gestão das Finanças Pessoais e do próprio negócio pode colocar você numa sinuca de bico.

7 Dicas de Finanças para Médicos e Futuros Médicos

Se você quer se tornar uma médica ou médico autônomo, talvez você precise de dicas de finanças! A gente sabe que a carreira médica é muito conhecida por ter uma das melhores remunerações. Mas, como na maioria dos casos, as médicas e médicos atuam como profissionais liberais, é preciso aprender a se planejar e a ter inteligência financeira. Os profissionais que não dão atenção especial à Gestão das Finanças Pessoais e do próprio negócio – inclusive separando-as – acabam numa sinuca de bico.

Para te ajudar nessa empreitada, chamamos a Liga de Tecnologia, Empreendedorismo e Finanças (LATEF) da Rede UniFTC para deixar algumas dicas de finanças para que você não se perca na Gestão Financeira da sua carreira.

1 – Dívidas da Faculdade

Se a grana estiver curta, os financiamentos sempre ajudam na hora de fazer a faculdade de Medicina dos sonhos. Mas, quando o sonho finalmente se torna realidade e as contas precisam ser pagas, é preciso se programar para que as dívidas não se transformem em uma bola de neve.

Conheça os programas de bolsas e financiamentos da Medicina UniFTC.

Para Ivan César Oliveira, egresso da Medicina UniFTC e ex-presidente e atual orientador da LATEF, dá para começar a quitar as dívidas ainda na residência. “Tudo envolve a organização e a educação financeira. Primeiro passo é entender de onde vem seus gastos e despesas. Existem aplicativos de celular que ajudam bastante nesse quesito, um deles é o aplicativo ‘’Guiabolso: Finanças Pessoais’’. Com ele, conseguimos organizar nosso orçamento pessoal e fica mais fácil o pagamento do financiamento”, dá a dica.

Para Ivan, organização é a palavra chave. “Entender o quanto você ganha e organizar seus gastos para caber dentro desse orçamento é o único jeito de ter uma vida financeira saudável”, comenta.

2 – Dá para organizar as finanças durante a residência?

Muitas médicas e médicos recém-formados acabam optando por adiar a residência médica e começam a atuar logo para dar início a uma vida financeira mais atrativa. Mas, em algumas situações, adiar a residência pode ser empurrar com a barriga algo que, mais cedo ou mais tarde, será inevitável. E é aquela velha história: se organizar direitinho, todo mundo alcança os objetivos. 

O estudante de Medicina da Rede UniFTC e ligante da LATEF, Eric Novais, explica que, mesmo na residência, é possível conseguir um dinheiro extra. “Durante a residência, o médico ganha uma bolsa de estudo e, às vezes, consegue dar uns plantões por fora. Assim, da para aumentar seu rendimento do mês. Tudo é organização, uma pessoa organizada financeiramente consegue juntar dinheiro”, explica.

Para o ligante, pode parecer óbvio, mas a recomendação correta é sempre gastar menos do que ganha para conseguir ter uma vida financeira saudável e  poupar para investir. “Não só os médicos, todas as pessoas devem poupar. Uma pesquisa da CNC [Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo] demonstrou que 65,6% das famílias brasileiras no final do ano de 2019 estavam com dívidas. Este número cresce ano após ano. Organização e poupança é de suma importância para todos os profissionais”, explica Eric.

Nota da Redação: As dicas do estudante, obviamente, funcionam para as famílias que tenham renda mensal concreta e não estejam em situação de vulnerabilidade. O indicador usado na pesquisa considera como dívidas aqueles compromissos assumidos com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

3 – Trabalhar como Pessoa Física ou Pessoa Jurídica?

Embora a maioria das médicas e dos médicos optem por trabalhar como pessoa jurídica (PJ), é possível ocupar cargos como pessoa física (PF) na área médica. A escolha precisa ser analisada por cada profissional levando em consideração quais vantagens são mais interessantes para sua realidade. 

Para o professor da UniFTC, médico intensivista e docente responsável pela LATEF, Albert Bacelar, a vantagem de cada um depende da estratégia fiscal de cada médico. “De forma mais ampla, PJ para um médico que consegue se planejar financeiramente acaba sendo mais interessante, mas cada caso deve ser analisado individualmente. Como PF, o médico tem direito a férias. Em compensação, o valor como PJ, se diluir nos 12 meses do ano, acaba compensando o 13º, além de possibilitar uma tributação muito menor”, explica.

Dessa forma, cada pessoa precisa identificar, entre os benefícios que cada opção dispõe, qual seria mais adequado ao seu perfil profissional e pessoal. Fique ligado! Nem toda as dicas de finanças serão ideais para você.

4 – Estratégias de Investimento para profissionais liberais

Nem sempre os tempos são de vacas gordas, principalmente para os profissionais autônomos. Por isso, é muito importante saber como investir uma parte do dinheiro conquistado durante as horas suadas de trabalho para não se endividar – e isso vale tanto para as finanças pessoais, quanto para os negócios.

Na hora de realizar investimentos pessoais ou profissionais, deve-se levar em consideração o quanto a pessoa está disposta a arriscar, já que a poupança não é mais considerada uma forma de investimento, levando em consideração a baixa rentabilidade.

“No mercado, existem diversas opções – como renda fixa e variável – dependendo de qual risco o médico gostaria de correr. Quanto menos tempo ele precisa para alavancar, maior o risco. Uma carteira diversificada e sob uma estratégia de valor e tempo prévios é a melhor alternativa”, explica Bacelar, reiterando que, para reserva de emergência, é interessante investir em produtos com liquidez alta, mesmo que esses resultem em uma renda menor.

5 – Declaração de Imposto de Renda

A declaração de imposto de renda para médicos é a mesma que para qualquer outra pessoa e para isso é bom seguir algumas orientações:

  • Organize os documentos necessários com antecedência: é muito importante ter em mãos todos os comprovantes, recibos e documentos de identificação. Se possível, já separe estes documentos quando eles forem gerados em uma pasta específica. Assim, você reduz o tempo de busca e evita esquecer de declarar algo. Lembre-se que é importante informar o rendimento do seu trabalho, das suas contas bancárias e dos seus investimentos;
  • Baixe o app ou programa da Receita Federal: a declaração sempre será feita por lá;
  • Declaração completa ou simplificada: a maioria das pessoas realiza a simplificada, pois ela considera um desconto padrão de 20% sobre o valor usado para calcular o imposto devido, até o limite de R$16.754,34. Mas, se você tem dependentes, despesas com saúde e educação, investimento em plano de previdência do tipo PGLB e funcionários em casa, é indicado que realize a declaração completa;
  • Preencha as informações corretamente: É muito importante ter atenção ao preencher as informações corretas e completas para não cair na malha fina.

Caso você declare como PJ, é importante lembrar que cada tipo gera uma tributação diferente.

O professor Albert Bacelar explica que os plantões não precisam ser declarados. “Apenas o valor bruto ganho, o qual é informado pelo contratante através do informe de rendimento, documento gerado no ano subsequente, devem ser informados”, explica.

Sobre a necessidade de um contador, o professor ressalta que quanto mais produtos de ganhos e despesas o médico tiver, maior a necessidade de um contador. “Para os recém-formados, é interessante que ele mesmo aprenda a fazer, como um exercício para saber exatamente como ele deve se programar nos anos subsequentes”, afirma.

6 – Ninguém vive só de trabalho

A gente sabe que, para quem é autônomo, tempo quer dizer dinheiro. Mas, saúde também é prioridade, afinal de contas, você trabalha ou trabalhará para que seus pacientes busquem por ela. Por isso, leve em consideração o tempo trabalhado para não se sobrecarregar. Então, se lembre, além de dicas de finanças, siga também as suas próprias dicas de saúde!

Antes de estabelecer os ganhos e os lucros, o ideal é que o profissional estipule seu padrão de vida. Para o professor Albert Bacelar, o ideal é ganhar 40% a mais do que os gastos mensais e fazer um investimento. Mas um dos investimentos prioritários é em si mesmo. “É necessário estudar finanças e investimentos, existe uma série de vídeos gratuitos no YouTube que podem ser usados nesse processo. Além disso, praticar atividades físicas em ambientes externos é uma forma de investir na qualidade de vida”, explica.

7 – Preparando as finanças para a aposentadoria

Os profissionais liberais da Medicina acabam perdendo alguns benefícios que são oferecidos aos profissionais com a CTPS assinada, como INSS recolhido na fonte e o FGTS, por exemplo. Assim, para ter uma fonte que condiga com os benefícios citados, é preciso criar mecanismos para as garantias, principalmente da aposentadoria. Sim, uma hora, não importa o quanto você ame o seu trabalho, você vai precisar se aposentar.

“Poupança não é mais caracterizado como investimento, pois há a perda do valor (poder de compra) com o tempo e é menos seguro que outros investimentos, como o Tesouro Direto, por exemplo. A dica é investir uma parte todo mês de forma diversificada nas mais diversas formas de investimento e seguindo sua estratégia. É indicado aprender sobre investimentos antes de iniciar os seus e seguir conselhos de terceiros não é prudente”, afirma Bacelar.

E aí? Você já colocava essas dicas de finanças em prática? Se não, está mais do que na hora de começar 😀

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